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  • Andréa Rodrigues

Seis times disputam o título da Liga Brasil Handebol Feminina 2019

Duas equipes de São Paulo, duas de Santa Catarina, uma de Goiás e uma de Pernambuco estão na briga pelo primeiro lugar

A Liga Handebol Brasil Feminina chega à fase final depois de uma pausa causada pelo Campeonato Mundial de Kumamoto, no Japão. A partir desta quinta-feira (19/dez) seis times partem em busca do título da competição: Esporte Clube Pinheiros (SP), UNIP São Bernardo (SP), UnC Concórdia (SC), Abluhand (SC); Força Atlética (GO) e Clube Português do Recife (PE).


A forma de disputa é um hexagonal, com a divisão em dois grupos com três equipes. Jogam todos contra todos dentro da chave. O primeiro de cada grupo vai disputar a final; os segundos colocados vão em busca do 3º e 4º lugares; e os terceiros definem quem será o 5º e o 6º lugares.


Para o técnico Alex Aprile, do Pinheiros, a longa pausa no período sem competição teve prós e contras: “Sem dúvida o período sem competição interrompe o ritmo que estávamos tendo de um ou dois jogos por semana. A parte boa foi que tivemos tempo para recuperar algumas pequenas lesões e preparar a equipe em treinamento para este momento”, contou. O Pinheiros foi o campeão invicto da Conferência Sul/São Paulo.


Quem não teve folga foi o técnico Álvaro Casagrande, da UNIP São Bernardo, que esteve como coordenador da Seleção Brasileira que foi ao Mundial. Mas a equipe não parou. “No final de novembro foi feito um trabalho voltado para aprimorar a parte física e técnica, e nas duas últimas semanas foi dada maior ênfase ao trabalho técnico e tático. Como estive no mundial feminino, o trabalho todo foi realizado pelo Hélio e pelo Tuga (Arthur) e a equipe não podia estar em melhores mãos. Acho que estamos prontos para fazer três grandes jogos.”


Para o técnico da UnC Concórdia Alexandre Schneider a preocupação é com a queda de rendimento da equipe na fase classificatória. “Estamos nos preparando para tentar o melhor resultado pois a nossa meta é tentar chegar novamente a final da Liga Nacional”, disse Schneider. Concórdia é o atual campeão da Liga e venceu também as edições de 2017 e 2013.


Já Sérgio Graciano, da Abluhand, está em situação oposta à do adversário catarinense. Depois de um começo muito ruim na conferência, o time de Blumenau conseguiu a classificação ao hexagonal na última partida. “O fato de termos ressuscitado que nem uma fênix das cinzas, deu um UP no moral, e as atletas estão bem animadas”, relata.


Cristiano Rocha, técnico do Clube Português do Recife (PE) sabe que o desafio é grande, mas acredita que sua equipe pode fazer uma boa fase final. “A gente sabe que esse novo formato tem um grau de dificuldade muito alto, porque a gente enfrenta logo de cara duas equipes do Sul e Sudeste. Estamos confiantes de fazer jogos equilibrados e depois ter sucesso no final. Sabemos que é difícil, mas a nossa luta é para subir de colocação em relação ao ano passado”, disse o técnico do time campeão da Conferência Nordeste, em relação ao quarto lugar obtido em 2018.


A última equipe a se classificar para o hexagonal foi a campeã da Conferência Centro-oeste/Sudeste, a Força Atlética, de Goiás. A presidente do time Lilian Antonio disse que o ano foi complicado, mas que chegar entre os melhores do Brasil já é muito importante. “A gente não conseguiu manter muitas atletas porque a Lei de Incentivo Estadual ao Esporte foi suspensa e era uma das nossas principais fontes de renda. Pra nós é uma honra muito grande ir para a fase final da Liga. Nosso objetivo é fazer bons jogos, a gente sabe do nível das outras equipes, mas vamos tentar chegar na melhor colocação possível nessa fase final”, contou.


Os jogos serão transmitidos na quinta e sexta-feira pelo Facebook da Atlética UNIP e no fim de semana pelo SporTV.




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