• Andréa Rodrigues

Renúncia no handebol de praia aumenta crise na CBHb

Foram colocados 22 cargos da comissão técnica à disposição nas Seleções Masculina, Feminina e de Base, e no Grupo de Trabalho

Na noite dessa quinta-feira (15/out) a crise pelo comando da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) chegou ao Handebol de Praia. Ao todo, 22 cargos foram colocados à disposição, entre eles os dos técnicos campeões mundiais Marcio Magliano e Guerra Peixe. Uma carta de renúncia foi divulgada para justificar o motivo da debandada coletiva.


“Infelizmente, a Confederação Brasileira de Handebol tem passado por confusas alterações de gestão, diante de medidas judiciais engendradas por integrantes da própria Confederação e outros interessados. O resultado dessas alterações é sempre a alteração dos corpos integrantes de comissões e grupos de trabalho, o que tem sido especialmente prejudicial para a modalidade do Handebol de Praia”.


Além disso, a carta cita que não faltam motivos para adotar o posicionamento de deixar a CBHb, como decisões que não vem ao encontro dos interesses da modalidade, e os conflitos judiciais e administrativos em que a entidade está envolvida. “A vida no esporte deve ser pautada pela honestidade, integridade e, principalmente, respeito. Respeito às regras, aos colegas, aos adversários, às mulheres e a todas as pessoas.”


Assim, a posse do 1º vice-presidente Ricardo Luiz de Souza como presidente da CBHb por meio de liminar que derrubou a decisão de afastamento imposta pelo Conselho de Ética do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é colocada como o principal motivo da renúncia. “Não aceitamos a presente situação, e, em razão da impossibilidade e inexistência de vínculos de subordinação e reconhecimento à gestão do Sr. Ricardo de Souza, comunicamos nossa renúncia aos cargos ocupados.”


Leia a carta na íntegra:



Procuramos o presidente em exercício Ricardo Souza para comentar a renúncia, mas até o momento do fechamento dessa reportagem não recebemos posicionamento.