Finais da Liga Nacional de Handebol são suspensas por casos de Covid-19

Além de fazer testes, atletas e comissões técnicas serão monitoradas nos próximos dias; disputas finais devem ser remarcadas


Nesse domingo (20/dez) o que era para ser de celebração pelas finais da Liga Nacional de Handebol 2020, em Arujá (SP), acabou virando preocupação. Depois de um atleta do Esporte Clube Pinheiros (SP) sentir-se mal, a comissão técnica resolveu testar toda a equipe e sete casos positivos para a doença foram confirmados. Seis membros da comissão de arbitragem também deram positivo para a doença.


“A primeira providência foi tentar tirar o máximo de pessoas que estavam sendo afetadas e, como deu sete (casos) no mesmo time, cancelamos os jogos. Primeiro tivemos que organizar para não ter aglomeração, porque todo mundo começou a chegar para questionar, para saber. Todo mundo do staff fez o teste e deu negativo. Algumas pessoas podem ter dado negativo para a Covid porque ainda não tinha desenvolvido no corpo do atleta. Isso é o que a gente acredita. Toda a segurança necessária a gente estava fazendo”, explica Lucila Vianna, diretora técnica da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb).

Staff da Liga Nacional de Handebol (foto divulgação do evento)

Depois de ter sido informada dos primeiros casos, a organização da CBHb decidiu pela suspensão das partidas das finais, já que o Pinheiros tinha jogado contra a equipe do Nacional (SC) no dia anterior. Em comunicado, a CBHb informou que “a suspensão da partida visa a segurança de atletas, membros de comissão técnica, árbitros, mesários, voluntários e demais profissionais envolvidos com a competição hospedados no complexo esportivo de Arujá, local que recebe o evento desde o dia 13 de dezembro.” E ressalta ainda que o Comitê Gestor de Crise está reunido para definir o futuro da competição e definir uma nova data para as partidas que foram suspensas.


“Sobre as disputas, ainda vamos nos reunir para decidir o que fazer, porque em princípio não tínhamos muita cabeça para resolver isso. Primeiro tínhamos que cuidar de quem estava infectado. Amanhã (segunda) vamos nos reunir com calma, chamar os técnicos envolvidos. No momento não temos uma decisão para resolver a situação”, completa Lucila.


Vale lembrar que a Liga foi disputada em formato de “bolha”, ou seja, todas as pessoas que tiveram acesso ao local realizaram o teste PCR e, depois de ingressarem no local, em Arujá, não poderiam ter mais contato com ninguém de fora. Como o Pinheiros foi o primeiro clube que realizou testes durante a competição, pode haver ainda outros casos em outras equipes. Eles imediatamente isolaram os atletas e providenciaram o retorno em separado do restante do elenco, que vai ser re-testado na quarta-feira (23/dez).


Depois de saberem o que ocorreu, outras equipes também foram fazer testes para terem certeza da condição de saúde de seus atletas e comissões. A equipe do Carajás (PA) informou que todos foram testados e deram negativo. “O Carajás adotou também um protocolo de saúde e segurança próprio, para reforçar as medidas”, diz a postagem na rede social do time paraense, informando que todas as medidas de segurança impostas pela CBHb foram cumpridas à risca.


A equipe do Taubaté (SP) retornou à cidade e fará os testes na segunda-feira, já que tem um convênio com uma empresa. Mesmo assim, alguns já realizaram teste no local e deram negativo. O time de Cascavel (PR) também informou que está tudo bem com atletas e comissão técnica. Já Londrina (PR) teve um caso positivo, isolou o atleta e vai monitorar o grupo nos próximos dias. As equipes de Nacional e da Univali/Itajaí, que são de Santa Catarina, informou que está tudo bem. As demais equipes ainda não temos informações.


Esses testes RT-PCR teriam que ser realizados, de qualquer forma, ao final das disputas, antes que os jogadores fossem liberados para as férias. Todos precisarão passar por um período de quarentena e ficar atentos aos sintomas da doença, que incluem perda de olfato e paladar, tosse e falta de ar, para citar os mais comuns.