• Andréa Rodrigues

EHF Champions League não tem favoritas, dizem brasileiras na competição

Jéssica, Mayssa, Babi e Chana avaliam que todos os times são fortes e novo formato do torneio deixa disputa mais equilibrada

“Esse ano mudou tudo, até os troféus. Vão ser 16 equipes, são dois grupos, vão ter mais jogos, mais confrontos e isso quer dizer que o nível vai estar muito alto esse ano. Pra mim não tem essa de quem vai levantar o troféu é o Gyori, ou o Rostov, ou o Metz. Eu acredito que vai ganhar quem fizer o melhor, jogar melhor, a melhor equipe.” A afirmação é de Mayssa Pessoa, goleira do Rostov-Don, da Rússia, e ex-Seleção Brasileira.


Esse também é o pensamento de outras brasileiras que vão jogar a EHF Champions League e que conversaram com a reportagem da Tchê Esportes para fazer uma avaliação sobre o sorteio que definiu os grupos A e B da maior competição europeia de clubes, na última quarta-feira (01/jul).


Seis atletas do Brasil estarão no torneio: Duda Amorim, pelo atual campeão Gyori; Mayssa Pessoa, pelo Rostov-Don, vice; Jéssica Quintino, pelo Odense; Chana Masson, pelo CSKA Moscow; Babi Arenhart, pelo ZRK Buducnost; e Samara Vieira, pelo Krim Mercator.


Confira a avaliação que quatro delas fizeram sobre a composição dos grupos e a expectativa para o início dos jogos:

“Estou muito feliz que conseguimos uma vaga na Liga dos Campeões. Sobre os grupos, acho que esse novo sistema acaba sendo mais difícil a classificação e em uma competição como essa todos os times são fortes.

O nosso grupo é difícil assim como outro. Gyor está sempre entre as equipes favoritas ao título por ser uma hegemonia no handebol sempre com grandes jogadoras no elenco, muito bom defensivamente e com um jogo de transição muito forte.


O Buducnost terá novas grandes jogadoras, com um jogo defensivo muito agressivo e pontas muito efetivas. Tem Brest, que é uma equipe muito boa, já jogamos contra elas na outra edição da CL e temos chances. Valcea é uma grande equipe será um grande desafio jogar contra elas. Borussia Dortmund é uma equipe nova na competição não tem como saber como será o rendimento delas. CSKA é uma grande equipe que vem com tudo nessa temporada, outro desafio pela frente. HC Podravka sempre faz grandes jogos, mas temos chances. São grandes equipes, não terá jogos fáceis, será desafiante e isso que é legal.


Meu time está passando por renovação e teremos grandes desafios pela frente, mas acredito que é um novo recomeço para uma equipe que vem crescendo a cada temporada. Teremos grandes nomes e experientes jogadoras, mas também atletas jovens com grande talento e vontade de crescer. Então acredito que será uma ótima temporada.”



“Eu acho que esse novo formato vai ser bastante diferente. Independente do grupo que a minha equipe tivesse caído, acho que seria difícil. Hoje em dia o nível do handebol está muito igualado e ainda mais com essa nova prática deles, de escolher as equipes pela estrutura, pela quadra, pelo tamanho e o tanto de espectadores que eles podem ter – por isso tem algumas equipes que foram convidadas esse ano. Então de qualquer maneira, em qualquer um dos grupos seria difícil, a competição vai ser muito acirrada, mas também vai ser interessante, porque muitas vezes os favoritos vão perder e os menos favoritos vão ganhar.


Estou feliz com o grupo que a gente caiu, vou ter bastante desafio, esse é o espírito dessa competição. Então eu estou bem feliz, estou ansiosa para já voltar, para me integrar com a equipe. Espero que eu me adapte fácil. Tem agora todas essas questões do vírus, de quarentena, que eu vou ter que cumprir. Mas espero que passe rápido e a gente possa já trabalhar juntos. Estou bem feliz, bem animada, com as expectativas melhores possíveis para nova temporada.”



“Sobre a Champions League, claro que nunca é fácil, todos os times são fortes, todos que entram na CL é porque são bons times e querem ganhar. Existem clubes com mais referências e mais nome. Nós somos um time novo, que foi formado no ano passado com grandes atletas, grandes nomes. Mas pra nós vai ser um desafio muito grande, o grupo é difícil e nós vamos lutar muito pra classificar, com o objetivo de ir para o Final4."



“As equipes melhoraram muito em termos de nível de jogadoras. Todas as equipes não são ‘bestas’, todas são muito boas, mas as pessoas estão falando do grupo A, que é mais forte que o grupo B. Mas para mim, eu acredito que os dois são fortes. O Rostov está no grupo A e são as com as mesmas equipes da temporada passada que vamos jogar, mais as duas que foram adicionadas. Mas tudo está diferente, as equipes estão com mais experiência, então vai ser muito difícil para todas.


Para mim não tem essa de quem vai levantar o troféu é o Gyori, ou o Rostov, ou o Metz. Então acho que vão ter muitas surpresas a Champions League esse ano. As duas equipes que ficarem nos primeiros lugares em seus grupos se classificam direto para as quartas de finais. E o resto vai ficar cruzando e disputando mais jogos para ver quem vai classificar. Vai ser muito pau, muito interessante. Eu estou ansiosa, vai ser dia 12 de setembro o nosso primeiro jogo, logo um dia depois do meu aniversário.”


Veja como ficaram os grupos A e B da EHF Champions League Feminina:


Volta aos Treinos

Algumas equipes retornaram aos treinos no dia primeiro de julho, caso do CSKA Moscow e do Rostov-Don, ambos da Rússia. “Estamos fazendo pouca coisa na quadra, mas já tem parte física e agora vamos viajar dez dias para a pré-temporada nas montanhas para fortalecer a parte física e também de contato com bola”, conta Chana.


“Começaram os treinos, não tem como ser muito, muito forte, mas estamos treinando todo dia, duas vezes. Estamos fazendo os exames médicos, fizemos o teste para o coronavirus. Tem todo o processo de seguridade contra isso quando a gente chega no ginásio. Estamos proibidos de andar em locais públicos sem máscara e temos que ter todos os cuidados porque somos jogadoras profissionais”, explica Mayssa.

Já o Buducnost, goleira Babi, retorna no dia 11 de julho. “E eu não vou conseguir estar lá junto com elas por essa questão da quarentena. Eu ainda estou no Brasil e o isolamento são de duas semanas. Vou começar um pouquinho ‘atrasadinha’, mas eles estão sendo super atenciosos, super queridos comigo, então acho que isso não vai ser um problema”, diz Babi.