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E agora, Amanda, Scheyla e Marcela?

Atualizado: Jun 8



Três jogadoras que há vários anos representavam o alicerce do Handebol de Blumenau se despediram das quadras no último jogo da equipe na Liga Nacional de Handebol no ano passado. Em 2020 Amanda Caetano, Scheyla Gris e Marcela Graciano viverão momentos bastante diferentes. E elas nos contaram seus planos para o futuro sem o handebol nosso de cada dia.

Amanda era lateral esquerda, Scheyla jogava como pivô e Marcela era central. Eram as mais experientes do time de Blumenau e, com certeza, vão deixar muitas saudades nos torcedores. A seleção brasileira também se despede das atletas, pois Amanda e Scheyla já defenderam o país em diversas oportunidades. Logo, fica a certeza que elas deixaram uma contribuição primordial para as novas gerações e têm seus nomes marcados na história do handebol brasileiro.

Os planos de cada uma das atletas:


AMANDA CAETANO

Amanda Caetano | foto perfil da atleta

“Depois de longos anos como atleta profissional, me dedicando ao máximo a esse esporte que tanto amo e que me trouxe muitas alegrias e realizações, resolvi que seria o momento de me ‘aposentar’. Aposentar é uma palavra muito forte pra isso. Em minha carreira como atleta tive muitas conquistas e realizações, e agora gostaria de poder realizar algumas coisas com minha família que acabamos deixando de lado ou atrasando alguns planos. Gostaria muito de ser mãe e já estou enrolando o maridão e a família há um tempinho (rs). Acredito que como atleta já conquistei e realizei tudo que eu podia conquistar e sou muito grata a todos que nessa caminhada estiveram juntos comigo. Mas acredito que chegou a hora de me dedicar mais à minha família.

Fui muito feliz nessa minha trajetória como atleta de Blumenau, foram nove anos defendendo a equipe, sempre com muita dedicação e amor.

Sou muito grata ao clube e a todos que estiverem comigo nessa trajetória.

Também fui muito feliz nos outros clubes por que passei, foram muitas conquistas e aprendizado que levarei para vida.”

SCHEYLA GRIS

Scheyla Gris | foto André Pereira / arquivo Tchê Esportes)

“Minha história em Blumenau iniciou em 2000, pois sou natural de uma cidade pequena do interior de Santa Catarina chamada Seara. Fui para Blumenau com 16 anos e tirando a temporada de 2008-2009, em que eu defendi a equipe do Leon (Espanha), todos os outros joguei por Blumenau.

Sou muito grata por tudo que conquistei, o handebol no Brasil sabemos o quanto é difícil, mas graças a ele consegui me formar em Fisioterapia que é a profissão a qual eu conciliava com as quadras até o ano passado.

Faz mais de cinco anos que venho adiando essa minha ‘aposentadoria’, pois sempre fui apaixonada pelo handebol e essa decisão nunca foi fácil! Mas sabemos que existem ciclos que temos que encerrar e o meu no handebol chegou ao fim em 2019.

Sempre serei grata a todas as oportunidades que o handebol me proporcionou, pessoas que conheci e pude conviver, assim como lugares que estive! Talvez se não fosse atleta nunca teria tido essas oportunidades!!”


MARCELA GRACIANO

Marcela Graciano | foto André Pereira / arquivo Tchê Esportes)

“Eu iniciei nas escolinhas de base de Blumenau com 10 anos. Pratiquei outros esportes na escola também (basquete, atletismo, xadrez). Mas com 15 anos abdiquei de todas as outras modalidades para me dedicar exclusivamente ao handebol! Passei por todas as categorias do time e ingressei na equipe adulta aos 17 anos. Participei de campeonatos brasileiros e estaduais. Ganhamos Copa Brasil, Jogos Abertos e quase sempre estávamos entre os quatro primeiros colocados da Liga Nacional. Foram anos de dedicação diária ao clube e à modalidade. Eu me lesionei sério algumas vezes, mas nunca cogitei abandonar a equipe. Infelizmente é complicado ser ‘só atleta’ no Brasil. Hoje, aos 26 anos, me sinto bem fisicamente/mentalmente e acredito que poderia jogar por algum tempo ainda! Tentei conciliar minhas duas paixões (o handebol e a engenharia), e consegui até certo ponto. Mas nessa última temporada, senti que estava deixando a desejar em ambas as funções.

A aposentadoria precoce veio por ter que optar por um dos ofícios. Acredito que o esporte não possa mais me proporcionar tanto quanto minha outra profissão. Foi uma escolha muito difícil, porém consciente! Conheci lugares e pessoas incríveis através do handebol e sou muito grata a tudo!

O handebol de Blumenau foi uma família pra mim (literalmente!). Creio que não será uma aposentadoria convencional. Acho que não conseguirei ficar totalmente longe da modalidade. Vez ou outra ainda aparecerei nos treinos (se me aceitarem, rs), pra matar a saudade! Meus joelhos estão muito felizes nesse momento e meu coração bem apertado!”


Para substituir as atletas, Blumenau buscou reforços em Giógea Marcio para a lateral esquerda, Andréia Girardi, para a posição de central e Laura Almeida para a lateral direita.

PERFIL DO AUTOR

Diego Diniz é autor da mídia digital HiperHand. É formado em Educação Física pela Universidade Estadual de Feira de Santana na Bahia, cursa Mestrado em Planejamento Territorial e pesquisa Políticas Públicas para o Esporte na mesma instituição. Escreve todo mês uma reportagem especial para o Handblog da Tchê Esportes.

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