Brasil encerra Mundial em 18º com vitória sobre Uruguai e derrota para Covid-19

Seleção Brasileira Masculina precisou superar a doença, lesões, falta de treinos e adversários muito fortes ao longo da competição no Egito

A Seleção Brasileira encerrou sua participação no 27º Campeonato Mundial de Handebol Masculino do Egito em 18º lugar ao vencer o Uruguai nessa segunda-feira (25/jan) pelo placar de 37 a 17. No entanto, a equipe registrou mais uma baixa pela Covid-19, o central e capitão Henrique Teixeira. A doença provocou, ao todo, 10 baixas na delegação, incluindo integrantes da comissão técnica. Além disso, a falta de treinos e disputas de amistosos complicou muito o caminho da Seleção, que esteve no “Grupo da Morte” na fase preliminar do Mundial do Egitoempatou com a Espanha e Tunísia e perdeu para a Polônia. Passou ao Main Round e foi derrotada por outras equipes europeias muito fortes, como Hungria e Alemanha, além da vitória sobre os uruguaios.


O técnico Marcus Tatá Oliveira foi um dos infectados e não pode comandar a equipe em quadra. Acabou ficando em Portugal, onde a Seleção Brasileira foi fazer a preparação para o Mundial.


─ É muito difícil não estar ‘in loco’, não sentir como está o clima dos atletas, saber como está o cansaço. É muito simples fazer a avaliação, do lado de cá, no ar condicionado, e não saber qual é a real situação mesmo. Foi muito difícil, mas muito difícil mesmo ─ disse Tatá, que testou negativo para Covid-19 e retornou ao Brasil somente um dia antes do último jogo do Brasil.


Além disso, sem treinos com bola e uma sequência de jogos pesados ocasionaram outras baixas na equipe. Ainda na fase de treinamento em Portugal saíram Gabriel Ceretta e Matheus Francisco, lesionados. Sem Felipe Borges, infectado com Covid-19, e Cléber Andrade com uma lesão no adutor, a Seleção estreou sem ponta esquerda, já que Guilherme Torriani chegou apenas para o segundo jogo. Tinha ainda o pivô Guiherme Borges, o Santista, que viajou para substituir Matheus e nem chegou a jogar pois também foi contaminado pelo coronavírus.


─ Nós sabíamos que uma hora ia bater o cansaço com a sequência de jogos, porque nós não tínhamos uma rotação de atletas muito grande. Aí perdemos o (Leonardo) Dutra também por lesão e foi se complicando muito. Não conseguimos mandar ninguém para o Egito a tempo devido ao Covid, o que preocupou bastante, porque ele poderia ser infectado no trajeto e passar para outros atletas. Foi muito, muito complicado, e muito tenso. Dentro do que dava para fazer, fizemos 100%. Jogar, jogar, jogar e não ter troca é muito difícil numa competição como essa ─ explicou Tatá.


A Seleção perdeu ainda o lateral direito Zé Toledo, com uma entorse no joelho esquerdo no jogo contra a Hungria.


A avaliação de que o saldo da participação do Brasil foi positivo também é compartilhado pelo técnico interino Leonardo Bortolini, que junto com Gian Ramirez foi quem comandou a equipe no Egito.


─ Quem acompanha um pouco o handebol mundial sabe que enfrentamos adversários de grande nível na primeira fase e conseguimos o objetivo de classificação para a segunda fase (Main Round). A partir daí não existe jogo fácil, e também fizemos jogos duríssimos contra seleções de muita tradição. Eu não gosto de citar muito os problemas que tivemos, mas é óbvio que isso atrapalhou, e atrapalhou muito, todo o desenrolar da competição e o nosso desempenho ─ avaliou Leo, que já participou de vários mundiais, mas como atleta. É a primeira vez que ele integra uma comissão técnica da Seleção Brasileira.


Para resolverem os problemas e buscarem o melhor rendimento da equipe, as comissões técnicas em Portugal e no Egito trabalharam integradas.


─ Fizemos algumas reuniões nesse período com o restante da CT que não estava aqui com a gente, para alinharmos algumas situações, como por exemplo, análise de vídeos e outras situações que envolvem o jogo e a preparação da equipe ─ disse Leo.


─ Foram passando os dias e fomos conseguindo controlar nossa angústia (em Portugal). Fazíamos reuniões técnicas, táticas, com a comissão técnica (no Egito) e eu ministrava algumas palestras de jogo também ─ contou Tatá, lembrando que ficaram em solo português o preparador físico Claudio Machado, o analista de desempenho Luan Monteiro, o fisioterapeuta Daniel Augusto e o supervisor Rafael Akio.


É a primeira vez que o Campeonato Mundial tem 32 seleções. Antes do início do campeonato, duas equipes desistiram da disputa por excesso de casos de Covid-19 em suas delegações: os Estados Unidos e a República Tcheca. Eles foram substituídos por Suíça e Macedônia do Norte, respectivamente. O Brasil ficou em 18º lugar ao ficar em quinto no grupo I do Main Round, com três pontos. O sistema de ranqueamento comparou as seleções com a mesma colocação e determinou a ordem final na competição.



Campanha do Brasil no Mundial:


Fase de Grupos

15/JAN BRASIL 29:29 ESPANHA

17/JAN BRASIL 32:32 TUNÍSIA

19/JAN BRASIL 23:33 POLÔNIA


Main Round

21/JAN BRASIL 23:29 HUNGRIA

23/JAN BRASIL 24:31 ALEMANHA

25/JAN BRASIL 37:17 URUGUAI


Top 5 - Artilheiros do Brasil

Haniel Langaro (lateral esquerdo) – 30 gols

Gustavo Rodrigues (lateral direito) – 23 gols

Rogério Moraes (pivô) – 22 gols

Rudolph Hackbarth (ponta direita) – 21 gols

Guilherme Torriani (ponta esquerda) – 14 gols

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