Preparação curta e renovações são desafios do Beach Hand no Pan


Seleções feminina e masculina vão começar a disputa pelo título da competição e da busca por vaga em Mundial


Preparação para o Pan. (foto arquivo pessoal)

As Seleções Brasileiras de Beach Hand acabaram tendo preparações mais curtas, tudo por causa de um possível adiamento ou cancelamento do Campeonato Pan-americano de Handebol de Areia (Beach Hand) 2018 em Oceanside, Califórnia, EUA, de 8 a 11 de março de 2018.

A apresentação das equipes aconteceu somente no dia 23 de fevereiro e fase de treinamento acabou tendo apenas seis dias. Mesmo assim, foi um período importante para o entrosamento dos times. Os treinos aconteceram em três turnos e na quinta-feira (1/mar) as Seleções viajaram para a disputa do Pan-americano nos Estados Unidos.

A atleta Patricia Scheppa, eleita melhor do mundo na modalidade em 2012, disse à Tchê Esportes que a competição está com bom nível e cada vez evoluindo mais. Ela citou como exemplo a Argentina, que fez a final do World Games com o Brasil. E disse que a fase é de renovação, com jogadoras mais jovens chegando à Seleção.

“Dessa convocação inicial de 17 atletas, apenas quatro tinham passagem pela Seleção, as outras 13 são novatas, tanto em idade quanto em experiência com Seleção. Porém todas apresentam alto nível para continuarem a manter o Brasil no topo”, avaliou, de olho na vaga para o Mundial que será realizado na Rússia, em julho.


Patricia Scheppa. (foto arquivo Tchê Esportes)

Na seleção masculina, o grupo também foi renovado. “A expectativa é, mesmo com a renovação, conquistar o título. Estamos indo com um grupo altamente novo, com atletas que frequentam a seleção, mesclados com jovens atletas que foram convocados pela primeira vez, contou o atleta Gil Pires, veterano na Seleção Brasileira de Beach Hand.

Ele conta que no grupo masculino o Uruguai é o adversário mais tradicional. “Mas como se trata de Beach Handball, não podemos vacilar em nenhum momento. No outro grupo acredito que os Estados unidos e a Argentina são as equipes que estão brigando pela liderança”, avaliou.


Gil Pires (foto divulgação Centro Universitário de João Pessoa. (UNIPÊ)

O Brasil é tetracampeão pan-americano no masculino (2006, 2010, 2012 e 2014) e tricampeão no feminino (2006, 2012 e 2014).

Equipe masculina:

Cristiano Seben

Gil Pires

Matheus Victor

João Paullo

Davi Sermenho

Marcelo Tuller

Alan Mariz

Renan Pinheiro

Marcus Vinicius

Thiago Barcelos

Técnico do masculino: Antônio Guerra