• Andréa Rodrigues

“Eu me considero uma guerreira”, diz Duda Amorim


Atleta eleita Melhor Defensora do Mundo em 2017 diz que tem sede de evoluir e que pode levar anos para Brasil ter outra geração vencedora


Duda Amorim continua entre as grandes atletas de handebol do mundo. A brasileira, jogadora do Gyori Audi KC, da Hungria, foi escolhida a Melhor Defensora no ano passado por votação popular do site Handball Planet, com 42% dos votos. Duda tem 31 anos, foi campeã mundial em 2013 com a Seleção Brasileira, tricampeã da Champions League em 2013, 2014 e 2017 pelo Gyori, e também foi a escolhida a melhor jogadora de handebol do mundo em 2014. À reportagem da Tchê Esportes ela falou sobre continuar entre as tops, disse que continua motivada e falou o que a faria mudar de equipe.

Mais uma vez você foi eleita e está entre as melhores do mundo no handebol. Esse reconhecimento ainda tem um sabor especial como da primeira vez que você foi escolhida por especialistas e pelo público?

Sempre tem. Continuar nas tops do handebol é muito motivante. Saber que tenho suporte do público, que apreciam meu trabalho também.

Você ganhou essa premiação em um momento em que está afastada por causa do problema com sua mão. Isso te dá mais vontade para voltar a jogar ou te deixa mais pressionada por mais um final de temporada espetacular?

Na verdade, só muda meu foco um pouco. Estou em fase de reabilitação e posso investir na minha parte física. Quando voltar às quadras mudarei novamente o foco para continuar ganhando jogos.

O que você acha que te faz uma das melhores jogadoras do mundo?

Minha sede de sempre querer evoluir. Todas as temporadas tenho que me adaptar a alguma atleta nova ou algum estilo de handebol novo. E isso faço muito bem. Eu me considero uma “fighter” (guerreira).

Nora Mork voltou a ter uma grave lesão. Você conversou com ela sobre esse período em que vai ficar fora? Mudou muita coisa na maneira do Gyori jogar sem vocês duas?

Não apenas fui visitá-la depois da lesão, como quis saber se estava tudo bem. Com certeza é difícil para ela ficar fora da quadra, geralmente não se conversa sobre isso. Acredito que muda sim, toda a atleta que está aqui faz diferença em algum momento dos jogos. Mas, ao mesmo tempo, todas que estão jogando têm qualidade para se adaptar. Em breve estarei de volta ajudando a equipe.

Em 2017 a seleção brasileira ganhou novo técnico e não conseguiu uma boa atuação no Mundial. Você acredita que o Brasil conseguirá ter uma nova geração vencedora? Você se vê como exemplos para essas novas jogadoras?

Difícil saber nesse momento. Levamos anos para criar uma equipe competitiva e poderá levar mais anos para conseguirmos outra. Acredito ser um exemplo sim de determinação e disciplina.

Você está há muitos anos na Hungria. Já teve propostas para ir para outro clube e até mesmo outro país? Você iria embora, dependendo da proposta?

Sim já tive (proposta). Eu iria dependendo da competitividade da equipe e da proposta.


Quando Duda voltar a jogar vai encontrar uma equipe bastante modificada. O técnico espanhol Ambros Martin, anunciou que vai deixar o Gyori e depois vai para o Rostov, da Rússia, onde jogam as brasileiras Ana Paula e Mayssa Pessoa. Além disso, a atleta alemã Anja Althaus se retirou das quadras, e chegaram (da esquerda para a direita na foto) a pivô Kari Brattset, a goleira Amandine Leynaud e a lateral esquerda Veronica Kristiansen.


*com informações da Assessoria de Impressa da atleta Daniel Ribeiro / Divulgação

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