• Andréa Rodrigues

Seleção Brasileira de Beach Hand não participa mais do Mundial


Equipe Juvenil foi comunicada que não havia recursos às vésperas de embarque para a disputa do mundial da categoria


A Seleção Brasileira Juvenil de Beach Hand não vai mais participar do primeiro Mundial da categoria, que será disputado de 11 a 16 de julho, nas Ilhas Maurício. A informação é de que o patrocinador não teria repassado ou teria cortado a verba para custear a viagem. Os atletas estão treinando desde o dia 23 de junho no Clube Mogiano, em Mogi Mirim, interior de São Paulo e iriam embarcar na sexta-feira (7/jul) para a disputa dos jogos.

Segundo informações obtidas pela reportagem da Tchê Esportes, os atletas dos naipes masculino e feminino teriam sido comunicados hoje e muitos ligaram chorando para familiares, sem saber como reagir à situação. A comissão técnica também não sabe o que fazer, não só para consolar os jogadores. Eles estão vendo o trabalho com a modalidade sendo jogado fora, já que as equipes adultas também não devem participar do Mundial no final do mês, embora não tenham sido comunicados oficialmente.

A técnica da Seleção Juvenil Rossana Marques diz que a revolta é muito grande. “O Brasil todo está numa revolta grande. E ainda estão descobrindo agora. Daqui a pouco vai ter muita coisa nas redes sociais. Eu só não posso falar porque eu não sei o porquê, de onde vem. Estamos todos indignados e muito tristes”, disse.


Para Jaime Torres, que foi goleiro da Seleção Brasileira Adulta e que integra a comissão de atletas da modalidade, a situação é muito grave. "Mesmo agora sendo consultor convidado e ex-goleiro da Seleção, e não estando no dia a dia deles agora, sempre estou em contato toda comissão técnica. E é muito triste ver como eles estão agora", conta.

Ele conta que ainda estão tentando uma estratégia “suicida” para buscar recursos em pouco tempo e viabilizarem a participação nas competições. E em função disso pediram que a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) segurasse a carta de desistência à IHF (Federação Internacional de Handebol, na sigla em inglês).

“Da adulta temos no máximo mais uma semana (para levantar o dinheiro) devido aos preços das passagens, que hoje está saindo R$ 180.000,00 para os dois naipes conseguirem viajar. O da Seleção Juvenil é mais difícil, porque além de passagem tem a estadia, que está saindo em média R$ 374,00 por dia para cada pessoa”, calcula.

A Tchê Esportes entrou em contato com a CBHb para saber porque houve o corte repentino da verba. A assessoria de comunicação da confederação informou à Tchê Esportes “que foram tentadas de todas as formas conseguir o recurso junto aos patrocinadores e que isso não foi possível. A fase de treinamento ocorreu porque acreditava-se que seria possível conseguir o recurso”. A assessoria também comunicou que "as negociações com os apoiadores do handebol ainda não foram encerradas, embora tenha sido necessário tomar a decisão de comunicar os atletas sobre o cancelamento da participação nas competições".

Os Correios, um dos principais patrocinadores da modalidade, já havia anunciado o corte de 80% dos recursos no início do ano. Também já procuramos o Banco do Brasil, outro patrocinador do handebol brasileiro, mas devido ao horário de fechamento da reportagem ainda não obtivemos resposta.

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