Eficácia do 7x6 na formação dos jogadores de handebol

Atualizado: 7 de Mar de 2019



Handebol Pelo Mundo, por Danilo Gagliardi Jr

Muito se discute no mundo sobre a aplicabilidade do jogo de 7x6 nas categorias de base do handebol. Preparação visando a realidade do jogo futuro, estímulo à tomada de decisão ou especialização precoce e abandono da criatividade?


7x6 nas categorias de base do handebol? (arte Tchê Esportes)

As recentes regras introduzidas em nossa modalidade carecem de estudos mais complexos e principalmente tempo hábil para analisarmos os reais resultados de sua efetivação, o que acaba por gerar diferentes posicionamentos ao redor do mundo no que concerne à utilização da opção tática 7x6. No alto rendimento o 7x6 vem sendo amplamente utilizado com resultados efetivos tanto como estratégia dentro do jogo quanto em situações periclitantes na busca pelo placar.

Mas e nas categorias de base, como devemos proceder? Devemos permitir ou não? A partir de qual faixa etária?

No Brasil em 2017 a Confederação Brasileira e a Federação Paulista de Handebol aprovaram a utilização do 7x6 a partir da categoria infantil com algumas restrições pela CBHb, essencialmente nos sets onde a marcação individual será considerada obrigatória.


Cristiano Rocha, auxiliar técnico da seleção brasileira adulta. (foto divulgação CBHb / Photo&Grafia)

O auxiliar técnico da seleção brasileira adulta e principal vencedor dos principais torneios de base do País Cristiano Rocha expressou sua opinião: “O conteúdo não será prioritário nos meus treinamentos diários do clube na iniciação, por outro lado não acredito que a proibição da regra seja o caminho, sendo a utilização do recurso pessoal de cada treinador. Na categoria infantil os elementos táticos coletivos têm relevância pequena dentro do nosso trabalho”.


Guilherme Borin, técnico da Hebraica Infantil Masculino. (foto arquivo Tchê Esportes)

Campeão Paulista Infantil Masculino em 2016, o técnico Guilherme Borin, da Hebraica, discorreu sobre o tema: “Sou conceitualmente contra a ocorrência do sétimo jogador. As crianças nas faixas etárias menores ainda não estão preparadas para esse tipo de ação. Corrigimos primordialmente nas categorias mirim e infantil questões relacionadas ao entendimento do jogo, orientação de quadra, ocupações de espaço e trajetórias. Em contrapartida, acredito que se a tendência mundial da modalidade for a incessante inclusão dessa estratégia deveremos, a médio prazo, preparar nossos atletas nesse sentido, por mais que isso tenha como desdobramento um déficit técnico considerável”.


Claus Bjarke Hansen, técnico da seleção júnior masculina da Dinamarca. (foto Divulgação)