• Andréa Rodrigues

Os benefícios do mini-handebol

Atualizado: 7 de Mar de 2019



Olá amigos e amigas do handebol.

Caracterizada por ser uma atividade feita na medida para as crianças, o mini-handebol e atividades práticas e teóricas que o compõe são repletas de adaptações que possam contribuir para o melhor andamento e desenvolvimento do processo pedagógico. Itens como: bola, número de jogadores, traves, tamanho de quadra etc. são somente alguns itens que foram adaptados do handebol, com o claro propósito de beneficiar os praticantes e tornar a atividade ainda mais atrativa e positiva.

Toda esta questão de planejamento e idealização de recursos materiais adequados conflui com a filosofia do mini-handebol proporcionar benefícios e bons resultados em diversas esferas.

No mini-handebol tudo é pensado e desenvolvido para fazer o bem às crianças, ao ser humano, à educação e ao esporte. É o modo como o handebol, ainda na década de 70 na Dinamarca, diante de toda riqueza de possibilidades, iniciou sua contribuição para a formação integral das crianças, promoção da modalidade e trabalho em conjunto com as famílias.


Os benefícios com a prática e a introdução do mini-handebol nos diversos locais onde isso é possível são inúmeros, porém não fica restrito “somente” ao que a modalidade pode proporcionar às crianças. Abaixo, em tópicos, mostro resumidamente algumas constatações das nossas pesquisas ao longo dos anos de trabalho com o mini-handebol.

Benefícios motores:

Em relação ao desenvolvimento motor da criança praticante de mini-handebol, diversas publicações convergem em seus textos que o objetivo principal é o de desenvolver ao máximo as capacidades físicas e habilidades motoras, respeitando as características e a individualidade dos praticantes de acordo com a idade e o nível de aprendizagem.

As práticas e os objetivos propostos pelo mini-handebol são legitimados por diversos autores que discorrem sobre a importância e a possibilidade da prática dos exercícios, aquisição de habilidades motoras e desenvolvimento motor (Abreu e Bergamaschi, 2016, pág. 68).

Em uma pesquisa recente realizada na Croácia os resultados apontam que ”aulas de mini-handebol produzem diversas e grandes mudanças nos indicadores de habilidades motoras dos alunos que estavam envolvidos apenas nas aulas de educação física (Vuleta, 2013)”.

Benefícios Cognitivos:

Em relação ao desenvolvimento cognitivo, as publicações específicas sobre o mini-handebol convergem em alguns fatores, tais como: estímulo das percepções e inteligências, tomada de decisão, velocidade de reação mediante estímulos diversos, desenvolvimento para ganho de memória além de concentração e reflexão incentivando o pensamento crítico, fazendo com que esses temas sejam o foco do trabalho de desenvolvimento cognitivo nas atividades.

Logo no início das atividades do mini-handebol, aos 7 anos de idade, os participantes possuem características cognitivas citadas por Piaget (1983 apud Abreu e Bergamaschi, 2016) que tornam o jogo coletivo mais significativo: descentralização progressiva, coordenação interiorizada dos esquemas de ação e operações simples ou concretas. As variações e os temas propostos em aula para cada fase do mini-handebol devem ser planejados de forma que os estímulos e situações proporcionem experiências novas e enriquecedoras aos seus praticantes. (Abreu e Bergamaschi, 2016, pág. 69 e 70)

Benefícios Socioafetivos:

Já no aspecto socioafetivo, o mini-handebol visa principalmente o desenvolvimento do respeito, coletividade, solidariedade e cooperação, com atividades prazerosas promovendo a sociabilização dos alunos. A partir dos 7 até os 10 anos de idade, o educando tem personalidade polivalente, ajustamento da conduta às circunstâncias, consciência das possibilidades e conhecimento mais preciso e completo de si (Piaget, 1983 apud Abreu e Bergamaschi, 2016), fazendo com que o trabalho em grupo, assim como jogos e brincadeiras com regras, sejam assimilados e necessários para sua formação (Abreu e Bergamaschi, 2016, pág. 71 e 72).

O trabalho com as famílias também é fundamental, pois “Criar uma boa relação de trabalho com os pais é quase tão importante como a relação que se tem com as crianças. Com algum esforço consegue-se que os pais e familiares sejam os grandes organizadores dos convívios desportivos em muitas situações. A chave esta no diálogo, na apresentação das propostas de programa e na auscultação das suas inquietações.” (Garcia, 1999 apud Abreu e Bergamaschi, 2016 ).

Na próxima semana, saiba mais sobre os benefícios do Mini-Handebol para a vivência da criança no esporte e também no dia a dia escolar.


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PERFIL DO AUTOR

Diego Abreu é docente no curso superior de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo, docente no curso superior de Pedagogia da FAINAM, diretor do departamento de Mini-Handebol da Federação Paulista de Handebol e autor do livro “Teoria e Prática do Mini-Handebol”.

SOBRE A PÁGINA

Vai falar sobre o mini-handebol e a importância de valorizar a iniciação esportiva, além de dar dicas sobre a melhor maneira de introduzir o esporte para as crianças.

Referências:

ABREU, Diego Melo de; BERGAMASCHI, Milton Geovani. Teoria e Prática do Mini-Handebol. Jundiaí, Paco Editorial, 2016.


VULETA, Dinko et al. The Effects of Mini-Handball and Physical Education Classes on Motor Abilities of Children of Early School Age. Croatian Journal of Education. Vol.15; Ed. 4, 2013.

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