• Andréa Rodrigues

Compreendendo o mini-handebol

Atualizado: 6 de Mar de 2019



Olá amigos e amigas do handebol.

Hoje iniciamos nossos posts sobre os diversos temas, aspectos e questões relacionados ao mini-handebol.

Agradeço e parabenizo à todos da Tchê Esportes pelo convite e iniciativa de dar espaço para as categorias de base e formação.

Apesar de praticada e aplicada em diversos lugares do Brasil as atividades relacionadas ao mini-handebol ainda carecem de compreensão sobre seus princípios e filosofias, assim como de estudos e pesquisas ainda mais complexas, tais quais as realizadas na Europa.

Mini-handebol hoje é uma realidade em quase todos países do continente europeu.


Na contra-capa do nosso livro "Teoria e Prática do Mini-Handebol" (lançado oficialmente em 6 de abril de 2017 durante o II Simpósio Internacional de Handebol da Universidade Metodista de São Paulo) o Prof. Dr. João Batista Freire descreve com precisão e poesia um dos aspectos principais do mini:

"No mini-handebol, não é a criança que vira handebol, é o handebol que vira criança, e tem que ser assim, para não ferir o direito que toda criança tem de brincar."

O mini-handebol é uma atividade de iniciação aos princípios e fundamentos do handebol, que visa trabalhar principalmente de forma lúdica todo o processo de ensino dos movimentos, ações e aplicações dos mesmos aos jogos com ou sem bola para crianças de ambos os sexos de 6 a 10 anos de idade (Abreu e Bergamaschi, 2016).

Mais do que um jogo, o mini-handebol é uma filosofia que valoriza o jogo infantil, isto é, inclui prazer, divertimento, aventura e, por outro lado, orienta-se no sentido da metodologia e da didática da Educação Física e desportiva para crianças do primeiro ciclo do ensino básico (6 a 10 anos de idade), sendo adaptável tanto à escola como aos clubes (Garcia, 1999).

Minha turminha do mini-handebol "A" (6 e 7 anos) do Colégio Integrado Americano/SBC-SP.


Portanto, no longo planejamento que envolve todo processo de ensino e aprendizagem dos diversos objetivos do mini-handebol para a criança devemos considerar obrigatórios três itens, seja qual for a realidade em que se encontra a escola/clube/projeto:

  • Ludicidade – crianças querem brincar, se divertir, estar com os amigos, fazer novos amigos e acima de tudo ter sucesso naquilo que fazem, portanto proporcione isso para as crianças, mas lembre: seja lúdico com qualidade.

  • Adaptação – Faça tudo na medida exata para as crianças: Quadra, bola, materiais, intensidade, tempo etc. Adapte também ideias estudadas, pois ao ler alguns manuais (principalmente os internacionais) constatamos que aquele exercício descrito com 8 bancos suecos, 40 bolas e 4 gols adaptados não fazem parte da realidade da maioria dos professores do Brasil. Atenha-se ao objetivo da aula e do seu planejamento, crie e adapte suas atividades e exercícios de acordo com sua real possibilidade e coloque sua criatividade em prol de uma aula tão maravilhosa quanto aquelas que estudou.

  • Atenção com as crianças – converse, observe, avalie, incentive, corrija, dê atenção e seja exemplo.

Faça com que cada aula seja especial e digna de causar ansiedade pelo próximo encontro.

Este foi nosso primeiro post, de muitos a partir de agora, sobre o nosso querido mini-handebol, espero que tenham gostado!


tche.esportes@outlook.com

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PERFIL DO AUTOR

Diego Abreu é docente no curso superior de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo, docente no curso superior de Pedagogia da FAINAM, diretor do departamento de Mini-Handebol da Federação Paulista de Handebol e autor do livro “Teoria e Prática do Mini-Handebol”.

SOBRE A PÁGINA

Vai falar sobre o mini-handebol e a importância de valorizar a iniciação esportiva, além de dar dicas sobre a melhor maneira de introduzir o esporte para as crianças.

Referências:

ABREU, Diego Melo de; BERGAMASCHI, Milton Geovani. Teoria e Prática do Mini-Handebol. Jundiaí, Paco Editorial, 2016.


GARCIA, Carlos. Mini-andebol, um projecto... uma filosofia: contributo para a educação desportiva da nossa juventude. Revista Treino Desportivo, n. esp. 2, p. 12-16, 1999.

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