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A exaustiva rotina de um árbitro internacional em competições

Atualizado: Jun 9


Eu sou Daniel Magalhães, paulistano e formado em formado em Educação Física. Sou árbitro de handebol desde 2003 na Federação Paulista e árbitro internacional desde 2014. Já atuei em campeonatos pan-americanos, campeonatos mundiais e na Liga Nacional do Qatar. Em competições a rotina de um árbitro é bastante exaustiva, porque ele não trabalha apenas no momento da partida. Vou contar como foi no Pan-americano Junior que aconteceu em março, em Assunção, no Paraguai.


O Campeonato Pan-americano foi um evento realizado em uma semana e o foco desta competição é a qualificação dos países para o Campeonato Mundial em julho ou agosto.

Para nós, árbitros, todas as manhãs ocorre um trabalho matinal através da comissão de arbitragem da Federação Panamericana, com treinamentos físicos, reuniões diárias com edições dos jogos, feedbacks das partidas do dia anterior, além de avaliações teóricas, análise de desempenho na partida e teste físico (shuttle-run). Através destas devoluções diárias, a dupla de árbitros busca encontrar uma melhor forma de assimilar essas observações e melhorar seu desempenho durante futuras partidas.

Esta capacitação é ministrada em inglês, pois hoje é o idioma universal para comunicação, além de ser uma característica importante para ser qualificado num futuro curso para se tornar um árbitro internacional.

Desta forma a comissão de arbitragem também qualifica os jovens árbitros para fazerem parte do quadro da Federação Pan-americana e se tornarem um árbitro categoria Continental. Esse é um passo importante para se aproximar de futuros cursos GRTP (Global Referee Training Program) para jovens árbitros, tentar se tornar um árbitro Internacional e fazer parte da Federação Internacional de Handebol, para começar a ser escalado em campeonatos mundiais.

Não é uma semana fácil, é uma semana de estudos com muita responsabilidade e foco para voltar para seu país e melhorar o desempenho na temporada. Isso vale tanto para um árbitro que está buscando alcançar um novo escudo, como árbitros continentais que estão sendo avaliados para futuros cursos ou até mesmo para árbitros internacionais que estão sendo analisados para futuras designações em campeonatos mundiais nas categorias juvenil, junior ou adulta.


Nas próximas edições do Via de Regra vamos continuar falando sobre o trabalho da arbitragem e das novas regras do Handebol. Até lá!

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PERFIL DO AUTOR


Daniel Magalhães é árbitro internacional, participou das Olimpíadas do Rio 2016 como Oficial Técnico Nacional (NTO, na sigla em inglês), atuou na disputa do bronze no Campeonato Mundial Júnior entre Alemanha e Egito, e na decisão do terceiro lugar no Pan-Americano Junior de Handebol Masculino 2017.


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Espaço dedicado à cobertura do handebol sob o olhar da arbitragem, com histórias, análises e explicações sobre regras da modalidade.


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