• Andréa Rodrigues

Handebol moderno valoriza a iniciação esportiva


Especialistas falaram sobre a mudança na modalidade em função de novas regras e do cenário internacional muito competitivo


As novas regras adotadas no handebol a partir do segundo semestre de 2016 trouxeram a necessidade de valorizar ainda mais a iniciação esportiva. A modalidade, que sempre teve lugar para todos os biótipos, agora pede cada vez mais atletas rápidos e fortes. Por isso, aprender desde cedo a trabalhar com diferentes tipos de formação em quadra e de sistemas ajuda a construir jogadores mais evoluídos. “Hoje o atleta precisa correr os 60 minutos, precisa ser mais forte, mais inteligente”, disse o técnico Sérgio Hortelan, do Esporte Clube Pinheiros.


Ele e outros especialistas participaram do II Simpósio de Mini-Handebol na Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo (SP) na noite dessa quinta-feira (6/abr). Na composição da mesa quase faltou espaço para tantos convidados de renome, dentre eles o professor Carlos Garcia, responsável pelo primeiro projeto de mini-handebol em Portugal; o técnico Washington Nunes, coordenador de seleções masculina; Daniel Cubano, técnico campeão do Mundial Universitário em 2014; José Ronaldo Nascimento (SB), técnico da equipe masculina da Metodista e Marcus “Tatá” Oliveira, treinador da equipe do Taubaté.


“Em Portugal nós optamos por trazer para o handebol as crianças entre 7 e 8 anos, baixando a idade inicial que era entre os 10 ou 12 anos. Mas de certa forma isso também traz um outro problema, que precisa de mais estudo, que é se começando mais cedo, os atletas não saem mais cedo da modalidade também. Temos que dar motivações para que os atletas fiquem conosco mais tempo, que pode ser a formação de técnicos, por exemplo”, contou o professor português Carlos Garcia, à Tchê Esportes.


Garcia foi um grande incentivador do projeto de dois amigos que resolveram escrever o livro “Teoria e Prática do Mini-handebol”, lançado durante o Simpósio. Os autores são Diego Melo de Abreu, professor de Educação Física e diretor do departamento de Mini-Handebol da Federação Paulista de Handebol (FPHb), e Milton Bergamaschi, também professor de educação física e que foi atleta da modalidade – foi tricampeão da Liga Nacional de Handebol.


“O livro trata de formação, agrega valores e conhecimento. Hoje temos o hábito de premiar somente o melhor e não quem participa da formação”, disse Bergamaschi. “Foram quatro anos escrevendo o livro on-line, por skype, alguns encontros presenciais, investindo nisso muito amor”, contou Diego Abreu, ao agradecer a presença de mais de 500 pessoas presentes ao auditório da Universidade Metodista durante o Simpósio.




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