• Andréa Rodrigues

Dez dias de muito handebol na escola que formou Morten Soubak


Programa específico para grupo brasileiro na Academia de Esportes de Aarhus inclui treinamento físico, mental, aulas práticas e planejamento


A Academia de Esportes de Aarhus é um dos mais importantes centros esportivos da Europa. Com uma estrutura impressionante, lá é possível estudar e praticar tênis, vôlei, handebol, atletismo, ginástica, futebol, canoagem e outras modalidades. E é lá que se formaram alguns treinadores brasileiros de handebol, como Danilo Gagliardi, técnico de goleiras da Seleção Brasileira Juvenil de Handebol e que atualmente comanda Neistin, campeão das Ilhas Faroe. Foi lá também que se formou o ex-técnico da Seleção Brasileira campeã do mundo em 2013 na Sérvia, Morten Soubak.

“Um dia conversando com Morten, quando eu era estagiário, comentei que a escassez de literatura era muito grande e isso me preocupava. Ele me perguntou por que eu não ia estudar na academia que ele havia estudado na Dinamarca. Vendi meu carro e um mês depois fui para lá”, conta.


Em 2008 ele e o amigo Guilherme Borin, atualmente técnico das categorias de base do clube A Hebraica, foram pioneiros em estudar na Dinamarca.


Neste início de 2017 um grupo de seis técnicos brasileiros está participando de um programa específico, adaptado para dez dias de aprendizado. “O programa foi feito especialmente para este grupo, mas destina-se a ser oferecido para futuros grupos de treinadores internacionais. A base do curso é a mesma da escola onde Soubak - como um jovem estudante - nos anos 80 começou sua carreira de treinador e eu era seu professor”, explica Aksel Norgaard, técnico do Skanderborg e responsável por ministrar o curso junto com outros professores da IHAA.

O programa que vai do dia 15 de janeiro até o dia 26 começa cedo, às 7h da manhã com o café, e só termina por volta das 22h. É dividido em 12 módulos e inclui treinamento físico, mental, aulas práticas e planejamento, dentre outras lições a serem desenvolvidas pelos participantes. A observação de jogos também será feita, assim como haverá grupos de estudo para análises e aprofundamento de conhecimentos.


Um dos participantes do grupo atual é Carlos Augusto Medeiros, o Charlie, assistente da Seleção Brasileira Universitária Feminina que foi campeã do Mundo em 2014. “Está sendo de muita valia para nós!”, diz. É a chance de aprender com mestres Aksel Norgaard, Scot Harrington e Jakob Freil e de ter contato com o handebol de alto nível. Vale lembrar que a Dinamarca é a atual campeã olímpica e uma das melhores escolas do mundo na modalidade.

Charlie mostra como é um dos quatro halls com dimensões oficiais (40mx20m) onde acontecem aulas práticas e treinamentos.


(imagens arquivo pessoal)

O Curso Internacional de Handebol dará certificado aos treinadores brasileiros. O programa regular, de seis meses, é reconhecido pela Federação Dinamarquesa de Handebol. “É um programa padronizado, para trabalhar com categorias de base. Danilo e eu fizemos um módulo para trabalhar com atletas de até 21 anos. E é uma escola que além de ensinar handebol tem a questão cultural, com outras matérias. Foi um período de imersão mesmo e um choque positivo”, conta Gui Borin.


Gagliardi concorda que a experiência de participar de outra realidade do handebol mundial foi muito importante. “Eu estudei de 2008 a 2009. Depois trabalhei em um clube de lá, o Skovbakken, por um ano. Mudou minha vida, só sou profissional na Europa hoje por que um dia fui estudar na Dinamarca”, conclui o técnico.

Saiba mais sobre Academia de Esportes de Aarhus, na Dinamarca.

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