• Andréa Rodrigues

Seleção de Handebol de Camarões conhece o jeitinho brasileiro


Equipe feminina está em São Bernardo do Campo (SP) e joga amistosos em preparação para a Copa da África


A Seleção Feminina de Handebol de Camarões está conhecendo o jeito brasileiro de jogar o esporte. A equipe escolheu o Brasil para a fase de preparação para a Copa da África, que acontece em Luanda, Angola, de 28 de novembro a 9 de dezembro. Se dentro de quadra as camaronesas têm muito a aprender, fora dela são os brasileiros que ganham com a alegria das atletas e comissão técnica. “Elas cantam, dançam o tempo todo, fazem tudo junto. É uma equipe muito unida e que reza sempre para agradecer”, conta Paulo Pan, diretor da Paulo Pan Sports, empresa de promoção esportiva que trouxe o time ao país.


A vinda delas ao Brasil faz parte de um projeto de estruturação da modalidade, assim como já aconteceu com o vôlei de Camarões. Das 22 atletas da delegação, apenas quatro são jogadoras profissionais e atuam em outros países, como França e Angola. As camaronesas são altas e muito fortes, apesar de nunca terem feito musculação. O time é dirigido pelo técnico Jean-Marie Zambo.

“A diferença entre o nosso time e os outros (adversários brasileiros) é a que elas são muito fortes para defender. Mas nós precisamos aprender a fazer o ataque e o contra-ataque”, disse Zambo


Em meio ao feriado da Proclamação da República, na tarde da segunda-feira (14/11), Camarões fez o primeiro amistoso no Centro de Desenvolvimento do Handebol em São Bernardo do Campo (SP). Antes elas já haviam passado alguns dias em Santos e disputado dois amistosos: um contra o Santos FC e outro contra o Esporte clube Pinheiros.

Seleção de Camarões x Guarulhos


“Foi um jogo muito bom porque desenvolvemos o espírito de combate para mudar o placar.” Assim avaliou o técnico Jean-Marie Zambo, já que o primeiro tempo a Seleção de Camarões terminou em desvantagem de 11 a 14 diante da equipe de Guarulhos, vice-campeã do Super Paulistão Feminino de Handebol 2016.

No segundo tempo, o time teve força para buscar o empate, que chegou por volta dos 19min30seg (20x20). A partir daí o jogo foi mais equilibrado e terminou em 23 a 23, com destaque para a velocidade e força defensiva das camaronesas.

O que Zambo falava de melhorar o sistema ofensivo ficava evidente em vários momentos do jogo. O time é muito rápido, mas precipita os ataques e precisa de mais experiência para trabalhar as jogadas antes do chute. Justamente o que a fase de preparação no Brasil deve ajudar muito a Seleção de Camarões.


“Elas têm valores individuais muito bons. Se Camarões trabalhar de forma mais coletiva elas vão dar trabalho em nível mundial”, disse Margarida Conte, a Meg, técnica do Guarulhos. O time dela teve muita dificuldade em furar o bloqueio camaronês.


“A gente não tinha muita informação sobre elas, e isso dificultou. Mas foi bom para as meninas porque elas tiveram que pensar muito mais rápido durante o jogo”, avaliou Meg.


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