• Andréa Rodrigues

“Não vou para a Olimpíada, mas treinei como atleta olímpica”, diz Célia


Jogadora da Metodista diz que fez o que pode para ser convocada para a Seleção Brasileira de Handebol que disputa a Rio 2016


A ponta direita de handebol Célia da Costa Coppi, da Metodista São Bernardo, é determinada. Investiu os dois últimos anos no sonho de disputar uma Olimpíada. Cuidou da alimentação, da forma física e da saúde para estar pronta quando a convocação fosse anunciada. Integrante da Seleção Brasileira em diversas oportunidades, ela não conseguiu o objetivo maior, mas ajudou a construir o caminho até a Rio 2016 conquistando diversos títulos pela Seleção, como o Pan-americano de 2015. “Não vou para a Olimpíada, mas treinei como atleta olímpica”, disse Célia à Tchê Esportes. Ela conversou com a nossa reportagem após o jogo da sua equipe contra Osasco pelo Super Paulistão Feminino de Handebol.


Passadas as primeiras semanas após saber que não estava entre as 14 atletas convocadas Célia diz que já está bem e que o foco agora é a Liga Nacional. Ela também contou que a Seleção é página virada e que não se arrepende de nada do que fez nesses dois últimos anos. Na Rio 2016 perdeu a vaga para Jéssica Quintino, que tinha sido cortada do Mundial de 2013 por causa de uma lesão. A outra vaga ficou a melhor do mundo em 2012, Alexandra Nascimento. Veja a entrevista que Célia deu à Tchê Esportes:

Começa uma nova fase para você após não ter sido convocada. Como está a Célia agora?

Eu tentei de tudo para conseguir a vaga para a Olimpíada e infelizmente eu não consegui. Mas eu tenho a consciência tranquila, eu fiz de tudo. Fui além do meu limite, do que uma pessoa de 36 anos poderia treinar. Agora é seguir.

Qual foi sua primeira reação ao saber que seu nome não estava na lista?

Quando eu fui cortada, eu fiquei meio sem chão. Pensei: “Caramba, e agora? O que eu vou fazer?”. Eu vinha para o treino (no clube) e perguntava: “Treinar pra quê?”. Mas agora melhorei minha cabeça, tenho a Liga Nacional ainda, tenho um contrato até o final do ano.

Aos 36 anos você ainda é uma atleta de ponta e a Metodista ainda conta muito com você.

Eu me cuido muito, eu sou muito “chata” treinando. Tem que treinar mais, eu treino, e acho que esse é o diferencial. Por eu ser ponta também, não tenho nenhuma lesão e consigo ainda jogar no alto nível.


Sua história na Seleção foi repleta de títulos.

Com certeza. Foram muitos (títulos) e nesses dois anos que estive na Seleção eu não me arrependo de nada. Até falei para o Morten (técnico da seleção): “Eu não vou ser atleta olímpica, mas eu treinei como atleta olímpica e eu tenho a consciência tranquila que eu fiz de tudo que uma atleta olímpica poderia fazer para estar bem numa Olimpíada”. Mas existem opções e quanto a isso não posso fazer nada.

Quais são seus projetos agora?

O projeto é ir bem, terminar o ano bem, ajudar minha equipe da melhor forma possível na Liga Nacional e a gente vira a página. Seleção ficou pra trás, já que não tenho idade para outro ciclo olímpico e foi bom enquanto durou.

Ficha Técnica:


Nome: Célia Janete da Costa Coppi

Data de nascimento: 17 de abril de 1980 (36 anos)

Naturalidade: Iretama (PR)

Peso: 65 kg

Altura: 1,76 m

Equipe: Metodista/São Bernardo

Principais resultados:


  • Campeã do Pan-americano de Handebol em Havana (Cuba) 2015

  • Campeã do Pan-americano do Canadá 2015

  • Vice-Campeã do Pan-americano do Chile 2009

  • Campeã dos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo 2003

  • Nove vezes campeã da Liga Nacional.

  • Participações em Mundiais: China (2009) e Dinamarca (2015)

  • Oito vezes campeã paulista

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