• Andréa Rodrigues

“Atletas Olímpicos Brasileiros” tem Moratore e Marcão, do handebol


Diretor de TI da FPHb e goleiro do Pinheiros estiveram no lançamento do livro que retrata perfis de atletas olímpicos.


Um grande evento no Sesi Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), marcou a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre o SESI-SP e o Comitê Organizador dos Jogos olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016. E também foi o local escolhido para o lançamento do livro “Atletas Olímpicos Brasileiros”, um grande trabalho de pesquisa de Kátia Rubio, que traz os perfis de todos os atletas que participaram representando o Brasil nas edições dos Jogos Olímpicos desde 1920. Dois atletas do handebol homenageados no livro estiveram presentes no evento: Paulo Moratore, diretor de TI da Federação Paulista de Handebol (FPHb) e o goleiro Marcão, do Esporte Clube Pinheiros (ECP).


Livro "Atletas Olímpicos Brasileiros"

O presidente da FPHb, Celso Gabriel, também esteve na cerimônia. A Federação é uma das entidades parceiras do SESI na formação esportiva qualificada, ao firmar um convênio para dar suporte ao ensino do Handebol em todo estado de São Paulo e realizar campeonatos.


Paulo Moratore, Alexandre Pflug, diretor do Sesi/SP, e Celso Gabriel

Paulo Moratore atuou nas edições Olímpicas de 1992 e 1996. E conta uma história bastante curiosa sobre sua participação em Barcelona.


Paulo Moratore, diretor de TI da FPHb.

“Em 92 eu cogitei de não ir para a Olimpíada. Eu morava em Portugal e tinha recém assumido a gerência de TI da Xerox, mas saiu uma reportagem na Folha de São Paulo dizendo que a empresa não tinha me liberado para ir à Olimpíada. Isso deu uma confusão, mas eu consegui ir, inclusive com o apoio da empresa”, conta.

Sobre a citação no livro, Moratore fala que ficou surpreso e orgulhoso ao mesmo tempo. “São esses eventos que fazem a gente se sentir especial, fazem a gente relembrar e ver o quanto somos importantes para o esporte. São os exemplos e entidades como o Sesi que trazem essa vontade de querer mais, de ultrapassar todas as barreiras”, acredita.

Um dos atletas da atualidade, o goleiro Marcão, do Pinheiros, também tem seu nome registrado como atleta olímpico, assim como o irmão Maik.


Marcão, goleiro do EC Pinheiros.

É uma riqueza de emoções que não consigo expressar. Muitas vezes o trabalho que você desempenha, não consegue mensurar onde vai chegar, quem você vai atingir. E receber uma homenagem, como essa da Kátia no livro, num evento como esse, ter a sua foto em uma das páginas... falta palavras pra dizer como me sinto honrado”, diz.

Ele conta que saiu de uma realidade de periferia, como tantos outros atletas que encontram no esporte uma forma de se projetar e ter uma vida melhor.


“O Handebol foi o esporte que me deu uma carreira pra conhecer o mundo, disputar 12 Campeonatos Mundiais, Olimpíadas, três Pan-Americanos, várias titulações de melhor goleiro, destaque... Eu fiz a escolha certa”, fala.

Moratore é de uma geração que abriu portas para que o handebol se tornasse mais conhecido e alcançasse títulos importantes, tanto no masculino quanto no feminino. Marcão faz história e ainda trouxe da família a continuação vitoriosa na posição, já que o irmão Maik acabou de ser campeão Pan-Americano. Além disso, o Brasil é Campeão Mundial Feminino, Campeão Mundial Universitário Feminino e Vice-Campeão no masculino, Campeão Mundial de Beach Handebol nos dois naipes e Campeão Pan-Americano. Todos os títulos são atuais. Ou seja, o Brasil não é mais o país do futebol. E que nos desculpe o argentino Maradona, mas quem sabe fazer gol de mão são os brasileiros!

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