• Andréa Rodrigues

Presidente da FPHb fala sobre reestruturação do handebol em SP


Celso Gabriel conversou com a Tchê Esportes sobre os desafios de implantar um novo modelo de gestão.


Celso Gabriel, presidente da Federação Paulista de Handebol - FPHb. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

O presidente da Federação Paulista de Handebol Celso Gabriel assumiu o posto há apenas quatro meses, mas já implantou um ritmo de trabalho acelerado na entidade. Todas as semanas ele se reúne com a diretoria e convidados para discutir novos rumos para o handebol no estado de São Paulo. Na segunda-feira, dia 29 de junho, o técnico da Seleção Brasileira Feminina Morten Soubak foi presença ilustre no encontro.

Driblando dificuldades, fechando parcerias e pedindo abertamente o apoio de todos para o crescimento organizado do esporte no estado, ele tem uma convicção: “Handebol não pode ficar mais só entre amigos”.

Celso Gabriel conversou com a reportagem da Tchê Esportes após a reunião. Confira:

Reuniões semanais

“A gente tem muita vontade, mas também temos muitos problemas e todos os amantes do handebol que quiserem vir às nossas reuniões estão convidados. Todas as segundas-feiras nós temos as nossas reuniões ordinárias, em locais que são sempre definidos no meio da semana. Hoje (29/jun) também esteve aqui um grande historiador, o Marcos Barreiro, que fez o livro do Santos, trabalhou na Rede Globo, em grandes meios de comunicação, e veio conhecer o Handebol.”


Celso Gabriel apresentou Marcos Barreiro, historiador. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

Novo modelo de gestão

“Isso não é uma coisa minha. Isso é algo de toda a diretoria que foi eleita. Viemos com a promessa de mudança, de organização, de uma melhora para os profissionais da área. Mas isso é difícil de a gente implantar, mas já estamos fazendo. Estamos seguindo o regulamento e aquilo que foi votado pelos clubes estamos tentando seguir à risca. Algumas coisas são impossíveis em função de como nós encontramos a Federação. Os clubes mesmos e a própria Federação não estavam acostumados a seguir à risca tudo o que estava no regulamento.“

Diretorias regionais e profissionalização

“Estamos criando oito diretorias regionais. Já temos três diretores: em São José do Rio Preto, no Vale do Paraíba e em Campinas. Temos parceria com o Sindiclubes, com o SESI e com a Escola Paulista de Medicina. Em breve, a parceria poderá ser com uma TV, espero que isso aconteça. Fazia muito tempo que o handebol não saía tanto tempo na mídia como agora. Muitos meios de comunicação têm coberto os jogos da Federação. E a gente está devagarzinho mesmo implantando um novo sistema de administração que não é só meu, é de toda diretoria. Nós temos muitos colegas que estão trabalhando de forma incessante para que a gente possa profissionalizar o esporte. Então até uma mudança de jogo, que parece é uma coisa simples, se a gente não muda esse jogo com tempo hábil para avisarmos a imprensa, eles vão lá fazer a matéria, mas não tem jogo. Então é uma cadeia, e às vezes os clubes não estão entendendo que existe essa cadeia.”

Relação com a imprensa

“Hoje houve uma sugestão de a gente fazer um curso específico para a imprensa. Nunca isso tinha sido falado aqui. Já foi acatada, porque é verdade. É tão importante a imprensa conhecer o Handebol, mas também é importante o Handebol conhecer a imprensa. Como ela trabalha, como funciona um canal de televisão, quanto tempo de antecedência eles têm que conhecer uma tabela da Federação, dos jogos, pra poder se programar para que esses jogos tenham uma cobertura jornalística. Então tudo isso é importante. Então tudo nós é que temos que implantar e às vezes parece que estamos sendo um pouco intransigentes. É que a gente tem falado com muitas pessoas, com meios de comunicação... não dá para publicarem algo e três dias depois mudar. Isso é ruim, a Federação perde credibilidade, o esporte perde credibilidade. E isso não queremos que aconteça. O que a gente está primando é pela organização.”

Assembleia geral para 2016

“Nos dias 6 e 7 de setembro vamos ter a nossa assembleia geral. Essa assembleia geral é para que a gente possa trazer sugestões, mudanças para os novos regulamentos da Federação, para que não haja mais problemas. O Handebol não é meu, é de todos nós, é dos clubes. É muito importante que os clubes mandem as sugestões para a Federação – nós já mandamos os formulários – para que possamos criar um regulamento. No dia 6 a gente discute e no dia 7 a gente vota esse regulamento para que em 2016 a gente não tenha arestas. Todos os clubes saberão qual é o regulamento, quais são os seus deveres, suas obrigações, a Federação, os árbitros, a imprensa... todo esse grupo tem que estar coeso.”


Morten Soubak (esquerda) um dos presentes na reunião da FPHb. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

Tchê Esportes

Handebol em Primeira Mão!

#superpaulistão #fphb #noticias

0 visualização