• Andréa Rodrigues

ACH dá pausa no Super Paulistão para disputar Brasileiro



Águias de Campinas disputam o Campeonato Brasileiro em Manaus (AM) de 3 a 7 de junho.


ACH vai disputar o Campeonato Brasileiro de Handebol. (foto arquivo Tchê Esportes)

A Associação Campineira de Handebol (ACH) enfrenta mais um desafio neste início de junho. De 3 a 7 de junho dá uma pausa nos jogos do Super Paulistão Feminino de Handebol e disputa em Manaus (AM) o Campeonato Brasileiro de Handebol Adulto Feminino junto com outras sete equipes. É a terceira competição que as Águias de Campinas enfrentam neste ano, além do Paulista e da Liga de Handebol do Estado de São Paulo (Lhesp).


Jaqueline Alves de Oliveira, técnica da ACH. (foto arquivo Tchê Esportes)

“A escolha em 2015 foi colocar a equipe para jogar três níveis de campeonatos diferentes para nossa evolução técnica. Assim estaremos vivenciando e crescendo em nosso estilo de jogar”, explica Jaqueline Alves de Oliveira, técnica da ACH à reportagem da Tchê Esportes.

Segundo ela, para atletas e comissão técnica é importante buscar jogos com outras escolas de handebol de várias regiões do País, e poder colocar em prática os conceitos de treinamento dentro do Brasil. “Não podemos pensar que nossas atletas têm que sair do Brasil para ter experiências, temos que proporcionar isso para elas aqui. Só acredito no crescimento do handebol quando conseguirmos ter nossas atletas se desenvolvendo aqui, com bons clubes, bons ginásios e toda a estrutura que elas necessitam”, disse Jaqueline.

A preparação para enfrentar a maratona de jogos e campeonatos é intensa e bastante variada. Os treinos têm acontecido cinco vezes por semana. O preparador físico e auxiliar técnico Marcelo Vitorino de Souza contou que as atletas usam uma metodologia de fortalecimento dos principais pilares do corpo – cintura escapular, tronco e pelve. Para isso são utilizadas técnicas de pilates, treinamento funcional e ioga para ter uma base forte e aguentar o ritmo de jogos.


Marcelo Vitorino de Souza, preparador físico e auxiliar técnico. (foto arquivo Tchê Esportes)

“Para o Brasileiro o trabalho é mais de recuperação, precisamos recuperar o mais rápido possível já que temos um jogo atrás do outro. O stress muscular é muito grande, esse é o maior perigo para acontecer lesões, mas vamos confiantes que vai dar tudo certo”, falou à Tchê Esportes.

A equipe vai praticamente completa para a disputa. Apenas a armadora Amanda Oliveira não entra em quadra para jogar.


Amanda Oliveira. (foto arquivo Tchê Esportes)

Ela teve uma ruptura do ligamento cruzado anterior na partida contra São José pelo Super Paulistão e deve fazer uma cirurgia após o torneio. Mesmo assim a atleta acompanha a equipe na viagem, mas agora como auxiliar. “Ganhei uma ajudante”, brincou Vitorino. “Ela merece vivenciar o campeonato, é uma menina nota 1000 e pode ajudar muito a gente lá. Por isso decidimos levá-la.”

Outro aspecto importante para a equipe é o acompanhamento psicológico das atletas. No início do ano foi feito um levantamento com cada uma delas para conhecer o histórico de vida e as experiências com o handebol.


Daniela Vitorino de Souza, psicóloga do time. (foto arquivo Tchê Esportes)

“É um trabalho longo, buscando minimizar os estados desfavoráveis das atletas, que possam interferir no bom desempenho durante a competição”, informou Daniela Vitorino de Souza, psicóloga do time. Ela não vai poder acompanhar as Águias em Manaus, mas estará disponível se elas precisarem. “Estarei online 24h para as atletas”, contou.

Dificuldades e apoio

A maior dificuldade para ACH seguir o planejamento é a falta de recursos. O custo total da viagem é de R$ 16.500,00, mas as próprias atletas e comissão técnica pagaram suas passagens, no valor aproximado de R$ 700,00 cada. Mesmo assim, ainda era preciso levantar o restante do valor para alimentação e deslocamentos, já que o alojamento foi oferecido pela cidade sede no Centro Olímpico de Manaus. Foi aí que uma empresa, a Testo, viabilizou a participação da ACH na competição. “O apoio veio do Sr. Lothar, que é presidente de uma empresa alemã, que já foi técnico de handebol na Alemanha e tem a cultura do handebol. Ele conheceu a gente, o trabalho, o desenvolvimento das nossas atletas e está acreditando e apoiando, que é isso que a gente precisa”, falou Jaqueline.


Mara Destro, ponta esquerda. (foto arquivo Tchê Esportes)

Na volta do Campeonato Brasileiro o time não terá descanso. “Se não me engano temos uns cinco jogos entre Paulista e Lhesp antes dos Jogos Regionais. Uma sequência bem cansativa”, projeta o preparador Vitorino. A psicóloga Daniela está preparada para ajudar a reduzir o stress das jogadoras. “As próprias atletas quando sentem necessidade me procuram e estudamos juntas o problema e a melhor solução”, explicou. “É um orgulho fazer parte desse clube ACH, que tem como conceito desenvolver as atletas e não apenas importá-las prontas de outros clubes”, disse Jaqueline.

Campeonato Brasileiro de Handebol Adulto Feminino

Local: Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, em Manaus.

Período: 3 a 7 de junho de 2015.




Tchê Esportes

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