• Andréa Rodrigues

Jogadoras de Santos e São José discutem em quadra


Confusão paralisou a partida do Super Paulistão Feminino de Handebol por mais de cinco minutos.


Tamires (dir.) tira satisfação com Monica. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

Uma forte discussão entre as jogadoras Tamires, do CEPE Santos/Fupes, e Monica Gabriel, do Instituto Buzzo Sport/São José provocou a paralisação da partida entre as equipes, na tarde de sábado (2/mai), em São José dos Campos (SP). Por mais de cinco minutos atletas e comissões técnicas de ambos times não se entendiam e até mesmo o delegado da Federação Paulista de Handebol (FPHb), Bruno Lima, precisou intervir para acalmar os ânimos.


Lance que gerou a confusão. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

A polêmica começou após um lance de contato entre as atletas, que caíram ao disputar a bola. Ao levantar, a jogadora de São José Monica Gabriel teria dado uma cotovelada em Tamires, de Santos, que tentou revidar a agressão.


Tamires tenta o revide ainda no chão. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

A arbitragem viu apenas o que Tamires fez e a desqualificou.


Cartão vermelho para Tamires, CEPE/Santos. (foto André Pereira / Tchê Esportes)


Dois minutos para Monica Gabriel (19), São José (foto André Pereira / Tchê Esportes)

Outras atletas também se envolveram na discussão, além dos técnicos. A reportagem da Tchê Esportes foi ouvir o que disseram os envolvidos na polêmica.

Na versão de Monica, Tamires exagerou por estar nervosa por causa do placar.


Monica, São José, conta o que aconteceu (foto André Pereira / Tchê Esportes)

“O que aconteceu é que ela veio pra cima de mim, dizendo que eu bati, sendo que eu não fiz nada. E nem preciso também. E eu só fiquei parada na minha, só ouvindo o que ela estava falando.” Mônica foi punida com exclusão por dois minutos, assim como a goleira Daiane, que tentou conversar com Tamires antes dela deixar a quadra.

Já Tamires disse que esperava jogar contra uma defesa forte, mas não da maneira como foi.


“Ela veio na maldade. Ela caiu em cima de mim e na hora que foi levantar me deu uma cotovelada. Acho que não precisa disso, né? Eu levantei e perguntei ‘precisa disso’? E gerou aquela confusão toda e eu levei o cartão vermelho. Eu pensei que ia ser para ambas as partes, mas infelizmente foi só pra mim.”

A técnica do CEPE Santos Monica Neves também acabou se envolvendo na confusão ao tentar conduzir Tamires para fora da quadra. Nesse momento a atleta de Santos falava com a goleira de São José e o técnico Marcio Volponi não gostou da atitude da adversária, que acabou invadindo a sua área de substituição. Os dois contaram suas versões do fato para a Tchê Esportes.


Monica, técnica do CEPE/Santos conversa após o jogo com Marcio Volponi, técnico do São José

(foto André Pereira / Tchê Esportes)

Marcio Volponi, de São José, disse que o que aconteceu é coisa do jogo.


Marcio, técnico do São José, reclama de invasão em seu espaço. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

“Eu falei pra técnica de Santos, aqui a gente briga cada um pelo seu lado, mas saiu daqui somos amigos, sem problema nenhum. É que a Daiane (goleira), como é amiga da pivô (Tamires), foi conversar mas daí a técnica veio pra cá. Não era uma situação nenhuma de confronto, apenas as duas estavam conversando, explicando o que aconteceu e a técnica veio aqui. Então só acho errado porque ela não devia ocupar esse espaço. E a minha atleta levou dois minutos e eu não sei por quê. Mas é um jogo de muita movimentação, todo mundo fica à flor da pele, então acabam acontecendo essas discussõezinhas.”


Tamires (11) e Monica (19) deixam a quadra. (foto André Pereira /Tchê Esportes)

Monica Neves, técnica de Santos, disse que até entende a situação por causa do calor do jogo. “É um revide, um momento que elas estão jogando ali, até entendo. Mas nada justifica você revidar, vou ter uma conversa com a Tamires, mas elas também acabam excedendo um pouquinho em uns lances sem necessidade. E não precisa disso, é um time com muita qualidade, não faz diferença. Esquenta porque tem a torcida, nem foi uma coisa tão absurda assim. Eu fui tirar a Tamires de lá, eles não gostaram. Ela já tomou o vermelho, está saindo, ninguém tem que falar com ela da equipe adversária. Ela é minha atleta e eu só fui conduzi-la até lá e eles não têm que ficar falando com ela, acho que é um direito que a gente tem.”

O delegado Bruno de Melo minimizou a confusão e disse que a torcida acabou deixando os ânimos mais exaltados.


Bruno de Melo, Delegado da Federação Paulista de Handebol. (foto André Pereira / Tchê Esportes)

“Foi um jogo muito bom, na verdade, com o primeiro tempo com o placar apertado, 11 a 11. E no segundo tempo São José voltou um pouquinho melhor e acho que Santos se desequilibrou. A menina que aconteceu o lance com ela (Tamires) perdeu um pouco a cabeça no momento, tentou acertar a jogadora de São José dos Campos, foi desqualificada, saiu e depois voltou pra falar com a arbitragem que não tinha feito aquilo. Mas foi controlado. Agora, a torcida como é mais perto, infla um pouquinho, mas tudo normal.”

Ele também explicou a discussão entre os técnicos. “Por causa do calor do momento a técnica de Santos foi apenas acompanhar a menina dela, pedir pra ela não revidar porque estaria passando na frente do banco de São José, pra evitar uma confusão maior. Aí foi mal interpretada, mas tudo resolvido no final.”


Tchê Esportes

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