• Andréa Rodrigues

Palavra do Técnico – Falta de experiência deixa equipe vulnerável, diz Batista


José Batista explica que falta de experiência foi determinante para a derrota do 15 de Piracicaba para Pinheiros no Super Paulistão Masculino de Handebol.


José Batista, técnico do 15 de Piracicaba (foto André Pereira / Tchê Esportes)

O técnico José Batista fez duras cobranças a derrota de sua equipe 15 de Piracicaba para o Pinheiros, em jogo válido pelo Super Paulistão Masculino de Handebol. A diferença final chegou a 18 bolas. Segundo ele, a falta de experiência deixa a equipe sujeita ao adversário e ele falou à reportagem da Tchê Esportes. O jogo foi realizado na noite dessa quinta-feira (30/abr) no ginásio poliesportivo do Clube Pinheiros, em São Paulo (SP).

Análise do Jogo

“A gente terminou o primeiro tempo bem, com uma obediência tática boa, o sistema defensivo funcionando. E na volta do segundo tempo eu achei que a gente demorou muito muito pra entrar jogo. O Pinheiros voltou a 80 por hora e nosso time voltou a 20, então ele não conseguiu parar e voltar pro jogo. Todas as bolas definidas nos 15 primeiros minutos do segundo tempo, que foi onde Pinheiros abriu a diferença do jogo, a minha equipe não marcou. Ela encostava no atacante mas permitia a ele definir a bola. E isso, com o deslanchar do placar eles foram desanimando, perdendo a vontade de jogar e no final, de tanto eu cobrar eles voltaram a ter um pouquinho mais de vontade, equilibrou novamente o jogo mas aí já tinha feito o placar, não tinha mais o que fazer.”

Falta de experiência

“Nosso jogadores não têm tanta experiência quanto a gente gostaria que tivesse. Eles são jogadores com muito pouco tempo de handebol, às vezes têm uma idade boa mas tem pouco tempo de handebol. E a gente sabe que o nível do campeonato é pra quem tem no mínimo dez anos de handebol, pra estar jogando bem. E eles pecam nisso daí, eles não têm essa experiência suficiente pra saber o momento de abrir um pouco mais, de fechar um pouco mais, o momento de jogar em diagonal, o momento de jogar em linha reta. A gente entra no campeonato pra que eles adquiram esse conhecimento, mas é duro, porque a gente sofre. Até eles aprenderem, eles assimilarem a gente vai sofrendo... Porque não é pra ser uma diferença desse tamanho, a gente sabe disso, sabe do potencial que a gente tem, sabe que poderia ter jogado melhor. Mas é como um jogador falou, não é o mesmo time que jogou os primeiros jogos, é outro time que voltou pro segundo tempo, totalmente apático, sem reação e permitiu ao Pinheiros jogar fácil. E aí depois que o placar abre dez, doze bolas, você já sabe que o jogo está perdido, você não tem mais ânimo pra jogar. Isso também é devido à falta de experiência, porque se eles têm um pouco mais de experiência seguram mais a bola, amarra mais o jogo e a diferença por um bom tempo.”

Diferença entre o homem e o menino

Tchê Esportes perguntou: Vocês terminaram o primeiro tempo muito bem, num ritmo muito bom. E de repente entra o segundo tempo e houve muitas acelerações, precipitações de bola, querendo definir logo e errando bolas que eram de contra-ataque. Isso não é uma incoerência?

Veja a resposta do técnico José Batista


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