• Andréa Rodrigues

ADH 15 Pira reformula equipe feminina de Handebol


Técnico José Batista aposta na versatilidade de jogadoras mais novas para surpreender no Super Paulistão Feminino 2015.


A equipe feminina de handebol da ADH 15 de Piracicaba tem apenas cinco jogadoras adultas na equipe que vai disputar o Super Paulistão Feminino de Handebol. O restante é juvenil ou Junior. O time passou por uma grande reformulação e oito atletas deixaram o clube, algumas porque precisaram trabalhar para garantir o próprio sustento, como a goleira Priscila e a artilheira Silvia.


Goleira Priscila deixa a equipe em 2015 (foto arquivo Tchê esportes)

Outras optaram por jogar Beach Handball, como Tatiane Yumi, Tais e Noelia.

Mas o técnico José Batista não lamenta ter um grupo tão jovem para trabalhar. “A gente entrou no campeonato paulista pra poder dar experiência maior às jogadoras, queremos colocar novas meninas no mercado. Vejo que temos excelentes jogadoras no Brasil, mas as que estão aqui no País ficam rodando entre clubes”, disse à reportagem da Tchê Esportes.


José Batista, técnico do 15 de Piracicaba (foto arquivo Tchê esportes)

Segundo Batista, o grande mérito do grupo atual é ser um bom conjunto, com meninas bastante versáteis. “De imediato definimos a forma de jogar e agora vamos encaixar as peças nos locais certos e as táticas de jogo. No início no campeonato vamos ter um pouco de dificuldade, mas vamos evoluir juntos, atletas e comissão técnica”, acredita.

A atleta Jéssica Campos, uma das remanescentes da equipe que participou do Super Paulistão no ano passado, concorda com o técnico. E diz que o desafio é grande em 2015. “É um ano de desafio, temos meninas jovens compondo a equipe, porém são meninas com condições de fazer um jogo competitivo. Acredito que o diferencial da nossa equipe é a versatilidade das atletas que se destacam atuando em posições não fixas”, analisa a ponta esquerda, que também atua na meia esquerda.


Jéssica Campos (6), fica em 2015 (foto arquivo Tchê esportes)

José Batista fala da meta para a ADH 15 Pira, que é de estar entre as melhores equipes nacionais até 2018. E para isso ele destaca que o trabalho na cidade já rendeu frutos. A piracicabana Mariana Costa foi campeã mundial com a Seleção Brasileira Adulta em 2013. Ela foi formada no Projeto Desporto de Base, da prefeitura, e depois jogou no CPH, que transformou-se na ADH 15 Pira. Em 2013 transferiu-se para a Dinamarca, país em que o Handebol é considerado a primeira modalidade no país. Mas ele diz que a falta de recursos financeiros dificulta a manutenção do trabalho. “A prefeitura nos ajuda demais, mas pro nível que a gente está caminhando, isso não é suficiente”, avalia.


Neste ano eles conseguiram o apoio de uma academia de treinamento funcional. Além disso, há um restaurante que fornece alimentação, além de as atletas terem moradia, medicamentos e fisioterapia gratuitos. Os treinos são realizados no horário da noite para que as jogadoras possam estudar e até fazer estágio. “Todo jogador que a gente traz pra cá, a gente pega no pé pra estudar, porque senão param e não vão ter nada”, diz José Batista.

Jéssica é uma dessas atletas que aproveita as chances que têm. “Eu estudo, faço estágio e treino... Todos os dias. Acredito que o handebol é uma forma de conseguir outros objetivos na vida também, como o estudo, por exemplo”, fala. Por ser uma das jogadoras mais experientes do time, ela conta que a pressão é maior para elas, porque precisam dar o exemplo para as mais jovens. Mas Jéssica devolve a cobrança: “As mais novas devem mostrar que tem ‘pique’ pra jogar um campeonato tão forte como o Super Paulistão Adulto”, diz.


Equipe de 2014 (foto arquivo Tchê esportes)

O time atualmente é composto de 22 jogadoras, mas apenas 17 foram inscritas na disputa. O técnico José Batista conta que pretende observar as atletas para talvez incorporá-las ao grupo principal. E ele sabe das dificuldades que deve enfrentar no campeonato. “Ano passado elas ficaram em sexto lugar, é até uma colocação muito boa entre nove equipes. Mas é muito pouco pra quem quer estar entre as melhores”, analisa Batista, lembrando que o momento de crise afastou o investimento das empresas no promissor handebol de Piracicaba.


Elenco do 15 de Piracicaba (conheça)

fonte: José Batista, técnico da equipe

Tchê Esportes. Handebol em Primeira Mão!

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