• Andréa Rodrigues

ACH aposta em planejamento na volta à elite do handebol feminino


Equipe disputa o Super Paulistão Feminino de Handebol 2015 após cinco anos afastada da principal competição estadual.


Cinco anos se passaram desde a última participação da Associação Campineira de Handebol (ACH) no Super Paulistão Feminino de Handebol. Problemas financeiros tiraram a equipe da principal competição adulta estadual, mas isso não foi o suficiente para que a comissão técnica deixasse de apostar no potencial do time. Em 2015 a ACH volta à elite do handebol feminino de São Paulo, impulsionada por um planejamento de longo prazo.

“Planejamos há dois anos a volta da equipe adulta feminina ao Super Paulistão e esse ano estamos conseguindo atingir nossa meta. 2014 foi um ano de fazer um trabalho de recomeçar, mantivemos algumas meninas da nossa base, que estão com a gente já há alguns anos, e buscamos dentro da região de Campinas as atletas que tinham condições de fazer parte da nossa seleção”, explica Jaqueline Alves de Oliveira, técnica da ACH.


Jaqueline Alves de Oliveira, técnica da ACH

(foto reprodução facebook)

A equipe já revelou atletas como Patrícia Scheppa, que jogou entre 2009 e 2011 pela ACH. Foi lá, inclusive que ela iniciou no Handebol de Areia, modalidade em que se tornou a melhor do mundo em 2012. Hoje o elenco tem 14 jogadoras e os principais reforços foram a meia direita Thalita Saraiva, que veio do Espírito Santo, e Dayaninha Silva, vinda da equipe de São Caetano. Dayaninha é da cidade de Camocin, no Ceará, e foi para Campinas após um confronto contra as “Águias”, apelido dado às atletas do time campineiro. “Joguei contra a equipe de Campinas, tive um bom desempenho e a técnica (Jaqueline) entrou em contato comigo. Achei muito interessante o projeto do clube e decidi representar a ACH”, conta a pivô.

De fato, o projeto do retorno da ACH ao Super Paulistão Feminino vem sendo executado há pelo menos dois anos. Boa parte da verba para manter o time vem do projeto “Eu Jogo Handebol”, com uma verba aprovada pelo Fundo de Investimento Esportivo (FIEC) da Secretaria de Esportes do município. “Nosso objetivo não é voltar só para participar, nosso objetivo é sim brigar por uma classificação. A gente tem metas, uma meta de três anos, e dentro desse primeiro ano a gente quer brigar pra estar entre os quatro primeiros lugares”, diz Jaqueline.

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar: a técnica Jaqueline Oliveira, o preparador físico e também auxiliar técnico Marcelo Vitorino, o fisioterapeuta Luis Gustavo Romano e a psicóloga Daniela Vitorino. Há ainda o apoio de Mayara Malafaia e Edson Destro no marketing e no scout, ou seja, o registro de informações para análise de desempenho do time.


Equipe treina forte

(foto reprodução facebook)

A ACH também fez parcerias com empresas como a Uniodonto e a Clínica Raskin. O objetivo é que todas as atletas passem por exames odontológicos e de visão para que estejam com a saúde em dia e afastem risco de lesões. “A gente compreende que muitas das lesões de atletas vêm de uma infecção na boca. Além disso, todas as atletas vão passar por exame para sabermos como está a qualidade da visão e pra que a gente possa exigir delas no treinamento visão periférica, olhar distância da bola e tudo mais”, conta Jaqueline.


Marcelo Vitorino, preparador físico da ACH

(foto reprodução facebook)

A técnica acredita que o comprometimento de todos com o projeto é fundamental. “Hoje, a gente trabalha muito esse conceito de equipe, muitos conceitos defensivos, ofensivos, muito essa responsabilidade individual dentro do coletivo. Tanto dos profissionais quanto das atletas”, diz. A jogadora Dayaninha concorda e fala que todos no time são exemplos para ela. “As melhores características da nossa equipe são união, motivação e força.”


Elenco do Associação Campineira de Handebol (conheça)

fonte: Diretoria da ACH

Tchê Esportes. Handebol em Primeira Mão!

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